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RELEASE DOS PRINCIPAIS ESPETÁCULOS MONTADOS PELO NÚCLEO DE DANÇA BCAD

Ao longo de seus 17 anos de existência, o Grupo BCAD, através do Núcleo de Dança e Teatro BCAD e o Corpo de Baile Esteou 09 espetáculos dos 25 estreados através do GRUPO JANNE RUTH até o ano de 2010, sempre abordando temas relacionados à problemática social e questões atuais, promovendo um exercício de reflexão e discussão da realidade que queremos para o nosso país e para o mundo.

Os espetáculos montados são desenvolvidos pelo Núcleo de Dança BCAD e Corpo de Baile do BCAD.

Principais Espetáculos do Núcleo de Dança e Teatro BCAD e Corpo de Baile do BCAD

* VIDA, NÓS EXISTIMOS (1999 a 2001) – Traz o sofrido cotidiano da infância em comunidades carentes das grandes metrópoles e a marginalidade vivenciada nos morros, sendo os personagens interpretados pelas próprias crianças já recuperadas pelo Projeto. É uma denúncia contra a violência urbana e doméstica, o medo, a fome e a marginalidade. A vida na infância pobre é concebida de forma errada, segue sem estrutura, sem compromisso e sem amor. O ballet apresenta o retrato da vida miserável que estas crianças vivem.

* O PODER DE UM SONHO (2002) – Conta a história de tantas meninas que vivem nas ruas de Fortaleza, mas que conhecem o Projeto Social como o BCAD e ela têm a oportunidade de mudar a sua vida.

* DEPENDE E NÓS (2003) – Trata-se de um espetáculo baseado na realidade dos meninos de rua. Para montá-lo, foi realizada uma pesquisa onde a principal indagação era: “Qual o seu sonho”?” Como resposta, ouviu-se de tudo: “um prato de comida, um lar”,” uma família”.

* NOTÍCIA (2004) – Trata-se de um ballet que envolve uma tempestade de notícias e de fatos absurdos presenciados no dia-a-dia, através da imprensa falada, escrita e televisionada. São fatos que chocam o país e o mundo tanto pela crueldade como pela brutalidade com que acontecem. Dentre outros fatos podem ser citados: a fome no Sudão e o desespero de homens, mulheres e crianças disputando os alimentos que caem do céu, jogados pelos aviões, transformando o ambiente num verdadeiro campo de batalha; as filas quilométricas enfrentadas, dia após dia, pelas famílias para conseguirem vagas nas escolas públicas para seus filhos. As filas do INSS para marcação de consultas e de exames. O desrespeito aos aposentados nas ditas filas, já tendo sido registrados casos de falecimento na longa espera por uma consulta. A falta de compromisso com a construção civil, a violência sofrida pela mulher, a Chacina da Candelária, o terror do maníaco do parque, a desativação das frentes de serviço do sertão nordestino antes mesmo de o inverno ter se configurado. Aliando-se a tudo isso, a perda do poder aquisitivo do trabalhador, a marginalidade, crianças abandonadas, a fome, etc., entre outras notícias que envolvem os poderes constituídos do país. Os furacões que destroem pessoas e cidades, deixando milhares de desabrigados… São estas as notícias do dia-a-dia do Brasil e do mundo.

* TERRA SEM EIRA NEM BEIRA VERSÃO 02 (2005) – É retratada a luta e o sofrimento dos “sem terra”, por um pedaço de chão, para assentar suas famílias e poder plantar e colher. Um ballet rico em fatos reais é transportado para um desses milhares de acampamentos. Aqui, os bailarinos, entre adultos e crianças, vivem o drama desta história de conflito e luta pela terra. O espetáculo foi visto por mais de 30.000 pessoas em todo o país e realizou 84 apresentações.

* MILAGRE (2005 e 2006) – Trata-se de um espetáculo dividido em três etapas coreográficas, primeiramente Maria”, onde a poesia se destaca pela grandiosidade e beleza que é a mulher, sua magia, força, graça, dor, raça, alegria, tristeza, manha… tudo que precisamos conquistar para sermos uma Maria, ou seja, todos os ingredientes que necessitamos reunir ao longo de nossas vidas para sermos merecedores do amor, da família, das conquistas, lutar e vencer de fato.
Em seguida a denuncia; “Milagre”, musica de Cazuza/Frejat/Denise Barroso, na voz de Adriana Calcanhoto, retrata um pais marcado pela marginalidade, falta de emprego, escola de qualidade, fome, o medo do dia a dia violento que ronda nossos filhos e familiares, tudo causado principalmente pelo egoísmo e irresponsabilidade de políticos corruptos. Milagre retrata ainda um cinema sem tela, um filme feio, sem graça, além de surdo/mudo e cego que passa pela cidade, basta abrirmos os olhos e simplesmente incomodarmos com a situação de tantas crianças e adolescentes nas ruas, nos sinais de transito, ou em suas próprias casas em situação de miséria e abandono.

* UM CONTO NO NORDESTE (2008) – Um conto no nordeste é uma brincadeira dentro da imaginação dos costumes e tradições do sertão nordestino, entre sonhos, contos e realidades, destacamos personagens como: O velho Jegue (Jumento), Os Gatos do Mato, as Fadinhas nos quintais floridos das casas no interior que são os alecrins, os curupiras, as meninas namoradeiras (amigas das princesas) e como todo conto têm Princesas e Príncipes, nós também pensamos nisso, mas não só uma princesa ou um príncipe, são vários, aliás, todo(as) são pequenas e grandes princesas e príncipes. Não pensamos em contar uma historia, mas em lembrar de personagens lendários e verdadeiros da nosso cultura nordestina, sobre tudo permitir que nossas 332 meninas(os) possam mostrar um pouco do que aprenderam com as lições de amor do Grupo BCAD.

* MUSICAL HAIRSPLAY (2010) – Em 1962 numa cidade chamada Baltimore o sonho de todos os adolescentes da época, era aparecer no The Corny Collins Show, um famoso programa de dança da televisão da época onde só brancos participavam dele e apenas uma vez por mês acontecia o Dia do Negro apresentado pela negra Motormouth Maybelle mãe de Seaweed Stubbs e Inez Stubbs. Tracy Turnblad era uma jovem que adorava dançar e cantar assistindo o programa de televisão juntamente com sua amiga Penny Pingleton, quando Tracy descobre que terá uma audição para participar do programa, ela pede permissão a sua mãe Edna que teme que ela seja rejeitada por estar fora dos padrões de beleza da sociedade, mesmo assim ela tenta entrar no show através de uma audição com a Diretora do programa Velma Von Tussle, que não aceita que ela faça parte do programa reprovando-a e descriminando-a pelo fato de ela ser gordinha, mas ainda assim a garota inssiste, e em uma oportunidade ela impressiona os juises do programa e acaba ganhando um espaço na atração. O seu sucesso faz com que a audiência do programa aumente e todos querem estar na moda de Tracy, deixando Velma irritada por ver a sua filha Amber fazendo menos sucesso do que a rechonchuda Tracy que acaba ameaçando a hegemonia da linda e adequada Amber Von Tussle que está prestes a perdes sua coroa de Miss Hairspray para sua inimiga. A disputa entre elas torna-se mais acirrada quando as duas jovens se interessam pelo mesmo rapaz, Link Larkin, que é o galã do show. Tracy acaba que fazendo amizade com a comunidade negra e leva junto com ela Penny e Link para uma festa na Casa da Miss Maybelle, deixando Amber e Velma muito irritada a ponto de boicotar o Dia do Negro e retirar as apresentações deles do ar.

* ESTREIA EM 2011 BALLET ÁS MUITAS CANDELÁRIAS DO BRASIL (2011) – No espetáculo é feita uma abordagem sobre a Chacina da Candelária. A chacina da Candelária, como ficou registrada pela mídia, ocorreu na madrugada do dia 23 de julho de 1993 próximo às dependências da Igreja de mesmo nome localizada no centro da cidade do Rio de Janeiro. Nesta chacina, seis menores e dois maiores sem-tetos foram assassinados por policiais militares. onde se faz uma volta no tempo e tenta-se retratar o que aquelas pessoas passaram, relacionando esse massacre com todos os lugares onde acontecem matanças de pessoas, muitas vezes em presídios, Febems, favelas, etc. O ballet se baseia no livro “As Muitas Candelárias do Brasil” de autoria de Carlos Roberto dos Santos (Carlinhos “pró-menor”), no qual realiza uma reflexão sobre a Chacina da Candelária, fato que virou notícia a nível nacional e internacional. Partindo de uma colocação feita por Carlinhos “Pró-Menor”, em seu livro, as Candelárias estão sempre presentes, sempre que um massacre seja realizado, com os requintes de perversidade como aquele sofrido pelas crianças inocentes que dormiam naquela noite fatídica.